Eventos internacionais geram impacto de U$ 8,5 milhões na economia nacional
Mercado & Eventos - Maio/2008 n°103
A ministra do turismo, Marta Suplicy e a presidente da Embratur, Jeanine Pires, apresentaram na tarde desta segunda-feira (14), uma prévia dos resultados da pesquisa do impacto econômico dos eventos internacionais realizados no Brasil nos anos de 2007/2008. O principal dado do estudo revela que os eventos geraram um impacto direto de U$ 8,5 milhões na economia nacional no período setembro de 2007 a janeiro deste ano. Também participaram da apresentação o presidente da Fecomércio, Abram Szajman eo presidente do São Paulo Convention & Visitors Bureau, Orlando de Souza.
Até o momento, foram pesquisados seis eventos, realizados nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Foz do Iguaçu. Até o final deste ano serão incluídos os resultados de mais 42 eventos, em 11 cidades. "O objetivo do ministério é fazer com que as pessoas fiquem mais tempo no Brasil. A pesquisa revela que, dos que ficam, a média é de dois dias e meio de permanência. 67% não ficam. Será que não poderiam ter ficado?", questionou Jeanine Pires.
Já Marta Suplicy acredita que é necessário haver a oferta de mais produtos para que os turistas internacionais permaneçam mais tempo no país. "Precisamos por a mente para funcionar. A idéia da pesquisa é mostrar os nichos em que as pessoas podem atuar, pois turismo é nicho", destacou. Ela destacou ainda que é preciso ampliar as opções de cidades sedes de grandes eventos internacionais. "Temos lugares belíssimos que ainda não sediaram nada. Somente em 2007, investimos R$39 milhões em centros de convenções, porque sabíamos o impacto de renda na economia local", disse.
Para a ministra os dados da pesquisa servirão como base para o planejamento das ações do setor. "A palavra-chave é planejar, o que envolve diagnóstico, para chegarmos em 2014 - quando teremos a Copa do Mundo - preparados no que diz respeito à infra-estrutura", salientou.
Jeanine Pires concorda que a grande dica da pesquisa para o setor é mostrar os produtos que podem ser oferecidos para os turistas mesmo antes de chegarem ao país. "Os produtos existem, mas acho que precisamos olhar de forma diferente para o setor de eventos internacionais, para ver as oportunidades que eles trazem. Se não oferecermos o produto, o estrangeiro não adivinhará", afirmou. "Se a maioria deles nunca veio ao Brasil, eles não conhecem. Nós temos que levar a informação e fazer pacotes formatados para que as pessoas possam aproveitar a permanência no Brasil", acrescentou Jeanine.
Outros dados - De acordo com a pesquisa, o maior gasto dos turistas estrangeiros que vêem ao Brasil para eventos é feito com hospedagem (U$4.03.133), sendo que 96,60% se hospedam em hotéis. Os 1.459 turistas entrevistados permaneceram em média seis dias no país, sendo que apenas 17% deste total utilizou serviços e produtos turísticos no período.
Além disso, 69,90% visitavam o Brasil pela primeira vez e 54,70% dos entrevistados afirmou que o país teve influência na participação no evento. 21,80% tiveram permanência adicional na cidade sede antes do evento e 19,30%, após sua realização, sendo que motivação para a permanência foi o lazer para 54,90%.
Outro dado importante é que 82,80% dos entrevistados declararam ter a intenção de retornar à cidade sede do evento. O gasto individual médio diário dos turistas foi de U$149,38 com hospedagem e U$49,83 com alimentos e bebidas.
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